Em reunião com comitiva da província de Shanxi, o presidente da FIESC destacou a necessidade de equilibrar a balança comercial e disse que há oportunidades nos segmentos de transporte e energia

Florianópolis, 18.3.2015 – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) recebeu nesta quarta-feira (18) uma comitiva da província chinesa Shanxi (norte do país) que busca aumentar o intercâmbio comercial com Santa Catarina. Segundo o vice-governador da província, Yixin Wang, as principais áreas de interesse são energia, saneamento, educação e cultura. No encontro, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, defendeu o equilíbrio na balança comercial e destacou que há oportunidades nos segmentos de transporte e energia.

A China é o segundo destino das exportações catarinenses. Em 2014, os embarques do Estado ao país somaram US$ 978,7 milhões. A China também é o principal país de quem Santa Catarina mais importa. No mesmo período, as compras do Estado totalizaram US$ 5,21 bilhões. “Já exportamos para China itens como carne de frango, soja e motores, mas precisamos incrementar. Recebemos com muito otimismo a visita e a possibilidade de estabelecer parceria”, disse Côrte, lembrando que a FIESC realiza anualmente três missões empresariais ao país.

O vice-governador Wang, por sua vez, também defendeu a ampliação do comércio bilateral e novos investimentos. No caso do setor de energia, ele disse que há grande interesse em tecnologia para geração a partir do carvão. O PIB da província é de US$ 197 bilhões (dado de 2012).   

À comitiva, o presidente da FIESC disse que o carvão ficou esquecido por um período em função de questões ambientais, mas voltou à matriz energética. “Certamente a energia térmica será muito importante daqui para frente no Brasil”, disse, salientando que há possibilidade de investimentos com a gaseificação do carvão. “Todo gás que o Sul consome é importado da Bolívia, mas não podemos ficar nessa dependência”, afirmou. Na área de infraestrutura de transportes, Côrte falou que o Brasil está retomando os investimentos em ferrovia, que passou a ser essencial para a redução dos custos de transporte.

Em sua apresentação, o presidente da FIESC disse ainda que Santa Catarina é a sexta economia brasileira e o quarto Estado mais industrializado do Brasil, com mais de 50 mil indústrias e 800 mil trabalhadores no setor. Ele também chamou a atenção para a diversificação do segmento industrial, formado por setores como alimentos, móveis, cerâmico, metalmecânico, aviões de pequeno porte e carros. “Temos diversificação e desconcentração, com indústrias em todas as regiões catarinenses. Isso nos dá um bom equilíbrio, mesmo quando o país ou algum setor está em crise”, afirmou, lembrando que há muita sinergia com Shanxi.

Além de integrantes do governo de Shanxi, na delegação também estavam representantes das indústrias Tisco e TYHI. A Tisco é um complexo siderúrgico que fatura US$ 1 bilhão de dólares e emprega 43 mil trabalhadores. A TYHI, fabricante de máquinas pesadas, fatura em torno de US$ 730 milhões e fornece para os segmentos químico, transporte, energia e petróleo.

Também participaram do evento na FIESC o diretor de geração, transmissão e novos negócios da Celesc, Enio Andrade Branco e executivos da empresa.



 

Dâmi Cristina Radin
Assessoria de Imprensa da FIESC
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