FIESC incentiva a indústria a participar dos Comitês de Bacia

SC tem 17 Comitês que debatem a cobrança e o uso da água. O tema foi discutido na reunião da Câmara de Qualidade Ambiental da instituição, nesta terça-feira (26)
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  • Reunião da Câmara de Qualidade Ambiental da FIESC realizada nesta terça-feira 26 (foto: Filipe Scotti)
  • Gerente de outorga e controle dos recursos hídricos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Renato Bez Fontana (foto: Filipe Scotti)

Florianópolis, 26.1.2016 – A cobrança pelo uso da água na indústria foi um dos assuntos debatidos na reunião da Câmara de Qualidade Ambiental da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), realizada nesta terça-feira (26), em Florianópolis. O presidente da Câmara, José Lourival Magri, disse que é fundamental a participação do setor nos Comitês de Bacia, colegiados nos quais são debatidos e definidos os valores a serem cobrados. No Estado são 17 Comitês formados por representantes do poder público e dos usuários (sociedade, indústria, agricultura, entre outros).

“Recomendamos e pedimos que participem dos Comitês de Bacia para discutir a participação da indústria no uso da água. Somos grandes usuários, tanto de água subterrânea quanto da superficial”, afirmou Magri. Ele lembrou que em 2014 e 2015 diversos Estados registraram falta de água, a exemplo de São Paulo, que não recuperou nem 50% da capacidade de estocagem do Sistema Cantareira, apesar das chuvas que caíram no sudeste.

A cobrança pelo uso da água é um dos instrumentos das Políticas Nacional e Estadual de Recursos Hídricos. Não é um imposto, mas sim um mecanismo para a valoração da água, baseado em um pacto entre os usuários, o poder público e a sociedade civil no âmbito dos Comitês de Bacia.

No encontro desta terça-feira, o gerente de outorga e controle dos recursos hídricos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Renato Bez Fontana, disse que é oportuno e urgente chamar para essa discussão e os Comitês são fundamentais. “A Secretaria é a gestora de recursos hídricos em Santa Catarina, mas sozinhos não fazemos nada. Precisamos da participação da indústria, da agricultura, da sociedade. Apesar dos bons exemplos, a sociedade, de modo geral, não tem o conceito adequado em relação à água. Somos um país que não tem uma cultura de tratar a água como se deve”, alertou.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentados no evento, em 2025 estima-se que 1,5 bilhão de pessoas no mundo não terão água potável para consumir. No Brasil, 62,7% do consumo vão para a irrigação, 23,3% são para consumo humano e 14% para atividades industriais.

Para saber mais informações sobre a cobrança pelo uso da água, clique aqui e veja a cartilha da FIESC com orientações sobre o assunto.

 

Dâmi Cristina Radin
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