Jovens querem metodologias inovadoras e família presente na escola

Pesquisa inédita do Movimento SC pela Educação mostra que os jovens querem aprender resolvendo problemas e colocando a mão na massa; também querem saber mais sobre empreendedorismo, gestão, liderança e profissões do futuro
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  • Reunião foi realizada na FIESC nesta quinta-feira (16). Foto: Marcos Campos

Confira a cobertura fotográfica completa da reunião no Fickr da FIESC.

Florianópolis, 16.11.2017 – Aproximar a família da escola, conscientizá-la da importância de acompanhar a vida escolar dos filhos e inserir o uso de tecnologias educacionais que promovam a interação entre alunos, tendo o professor como mediador. Estas são algumas das conclusões do documento O olhar dos jovens sobre a educação catarinense, lançado nesta quinta-feira (16) durante a reunião do Conselho de Governança do Movimento Santa Catarina pela Educação, na FIESC. A publicação é resultado do Workshop Conexão Jovem, realizado em setembro em todas as regiões do Estado com a participação de mais de 3,7 mil pessoas. 

Clique aqui para conferir a íntegra do documento

Do total de participantes do Workshop, 2.628 jovens (69,5%) participaram da pesquisa, sendo que 87% deles estudam ou estudaram em escolas da rede pública de ensino na maior parte da vida escolar. Pelo menos 63% dos jovens atribuem alta relevância na influência da família na vida escolar. Estudos comprovam que alunos que recebem o apoio dos pais na vida escolar têm maior aprendizado. Para o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, os jovens, os principais interessados na educação, são pouco ouvidos. "A maturidade deles nos surpreende, pois são muito conscientes da responsabilidade que têm pela melhoria da qualidade da sua educação”, diz. “Teremos um País completamente diferente quando estes jovens assumirem postos de gestão, começando por Santa Catarina”, completa.

No levantamento, os jovens apontam dez proposições para a educação. Eles querem aprender resolvendo problemas, colocando a mão na massa e tendo uma atuação mais participativa. Também querem saber mais sobre temas que os preparem melhor para o mundo do trabalho, como empreendedorismo, gestão, liderança e profissões do futuro. Citam o uso de metodologias inovadoras para e aprendizado com foco na resolução de problemas. 

O documento será disponibilizado para instituições responsáveis pela definição de políticas públicas, em especial para a Secretaria de Estado da Educação, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Conselho Estadual de Educação, Conselho Nacional de Secretários de Educação, Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação e Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado.

Educação integral – Em 2018, o tema a ser abordado pelo Movimento será educação integral. O consultor Mozart Ramos destacou que, em missão a Singapura, eles observaram que o desenvolvimento pleno do indivíduo é foco do país asiático que lidera rankings de desempenho de estudantes, como o PISA. “Santa Catarina adota uma nova metodologia de educação integral de tempo integral no ensino médio. Temos que ter uma educação que desenvolva plenamente as pessoas. Se todas as escolas brasileiras tivessem esse modelo catarinense, o Brasil daria um salto e ultrapassaria a Grécia e os Estados Unidos, se aproximaria do desempenho de Portugal”, comparou Ramos. “Esse modelo dará continuidade à distribuição de renda de forma sustentável”, completou. 

Este ano, a temática foi professor. Entre as principais ações desenvolvidas para esse público está a oferta de capacitação para professores, por meio de parcerias estabelecidas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Instituto Ayrton Senna, o National Institute of Education, de Singapura e o Google. 

Câmaras Regionais – Durante a reunião, vice-presidentes da FIESC relataram ações que mobilizaram a comunidade em suas respectivas regiões. As Câmaras Regionais do Movimento realizaram mais de 700 ações ao longo do ano, relacionadas à articulação institucional, elevação da escolaridade básica e educação profissional do trabalhador, mobilização das famílias e de milhares de voluntários, formação de gestores e envolvimento dos jovens com a educação, entre outros. Clique aqui e confira o relatório com as principais atividades realizadas pelas Câmaras. 

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