Indústria da moda estuda tendências globais para enfrentar desafios do setor

Uso de fibras sintéticas, customização em massa, costura automatizada, economia compartilhada e consumo consciente estão entre as questões que merecem atenção
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  • Côrte deu as boas-vindas ao empresário Cláudio Grando, da Audaces, que passa a presidir a Câmara da Indústria da Moda (Foto: Filipe Scotti)
  • Haroldo Silva, da ABIT (Foto: Filipe Scotti)
  • Amélia Malheiros, da SCMC (Foto: Filipe Scotti)

 

Florianópolis, 15.12.2017 – O toque suave do algodão não tem inibido o uso de outras fibras sintéticas no setor têxtil, que deve intensificar a aplicação dessa matéria-prima nos próximos anos. A tendência é mundial, como mostra um estudo elaborado pela consultoria Gherzi, a pedido da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) e do SENAI Cetiqt. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (15), em Florianópolis, durante reunião da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Moda, da FIESC. 

O economista-chefe da ABIT, Haroldo Silva, fez um panorama do setor e destacou que é preciso estar atento às transformações globais. “O estudo mostra que o consumo global de fibras continuará a crescer 3% ao ano. Sintéticos estão em alta, enquanto o algodão tende a ficar estável. Outras fibras devem ganhar espaço. Isso é uma tendência mundial”, comentou. Silva citou ainda que o reuso de descartes, a customização em massa, a costura automatizada, a economia compartilhada e o consumo consciente são outras tendências do setor. 

Em Santa Catarina, o setor da moda responde por 22% dos empregos gerados até outubro, destacou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. “Cerca de 11 mil novos postos de trabalho foram criados por esse segmento. Temos nos dedicado muito nos últimos meses no sentido da manutenção da política voltada ao setor para mantê-lo competitivo frente às medidas que outros Estados têm tomado para estimular investimentos”, afirmou, referindo-se às reivindicações junto ao Governo do Estado para manter os incentivos fiscais ao setor. 

Cláudio Grando, que assume a presidência da Câmara, reafirmou o compromisso do grupo de promover a integração de todo o Estado. “A FIESC, de fato, valoriza a indústria da moda e nos apoia para que a gente possa gerar cada vez mais valor para Santa Catarina. Queremos alinhar os direcionadores para o trabalho da Câmara em relação ao desenvolvimento da indústria da moda”, afirmou. 

A presidente do Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC), Amélia Malheiros, apresentou as principais ações do grupo, que busca fortalecer o setor e ampliar a conexão entre empresa e universidade. Os participantes também foram informados sobre projetos de lei em tramitação que são de interesse do segmento. 

 

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina