FIESC e Fecomércio realizam encontro com contadores

Evento realizado em Florianópolis debateu temas atuais da contabilidade com entidades como o CRC/SC, o Sescon/SC e a Fecontesc
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  • Evento foi realizado nesta quinta-feira (14), na FIESC, em Florianópolis (Foto: Filipe Scotti)
  • Cláudio Patrus, consultor e médico especialista do SESI (Foto: Filipe Scotti)
  • Vicente Sevilha Junior, consultor da CNI (Foto: Filipe Scotti)
  • Mesa-redonda debateu desafios dos sindicatos diante da reforma trabalhista (Foto: Filipe Scotti)

 

Confira a cobertura fotográfica completa no Flickr da FIESC.

Florianópolis, 14.12.2017 – A modernização das leis trabalhistas, o impacto das tecnologias na profissão contábil e o sistema eSocial foram temas de encontro com contadores promovido nesta quinta-feira (14) pela FIESC, por meio da Câmara da Micro e Pequena Empresa e da Aliança Saúde Competitividade, e pela Fecomércio. O evento reuniu, em Florianópolis, profissionais de todo o Estado com o apoio do Conselho Regional de Contabilidade (CRC/SC), da Federação dos Contabilistas do Estado de Santa Catarina (Fecontesc) e do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescon). 

“O encontro é uma oportunidade para consolidar uma parceria que já temos e no ano que vem intensificarmos mais esses encontros entre a indústria e os profissionais contadores”, salientou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. Ele ressaltou ainda que o contador é um ator importante para a boa gestão das empresas. “É ele que procede e orienta o gestor em relação ao desempenho e resultado da empresa, oferece estratégias para que a alta direção possa tomar decisões”, disse.

Côrte destacou o processo gradual de retomada do crescimento da economia. “Os principais indicadores que medem o desempenho da indústria mostram que iniciamos um processo gradual e vigoroso de recuperação, que foi se tornando consistente ao longo do ano. Na produção, crescemos 4%, contra 2% da média brasileira; em vendas, o Brasil caiu 1,2% e nós crescemos 2%; crescemos 13% em exportação”, citou. Côrte ressaltou ainda a geração de emprego em Santa Catarina, com a criação de 29 mil postos de trabalho de janeiro a outubro. 

Marcello Seemann, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC/SC) reforçou a importância de conhecer a fundo o e-Social. “Precisamos de profundo conhecimento acerca do e-social neste momento crucial da reforma tributária; nós que trabalhamos pela justiça tributária e por isso sabemos a relevância de dominar e auxiliar os nossos clientes no uso dessa ferramenta. Sabemos que temos o apoio das demais entidades. Unidos, somos mais fortes”, declarou. 

O presidente da Câmara da Micro e Pequena Empresa, Célio Bayer, lembrou que o encontro foi uma reivindicação dos presidentes de sindicatos industriais. “As micro e pequenas precisam de suporte específico e a FIESC ouve a voz desses empresários”, disse. 

eSocial – O consultor e médico especialista do Departamento Nacional do SESI, Cláudio Patrus, falou sobre as interações com o eSocial. Ele lembrou que a unificação das bases de dados, que traz a princípio alguns transtornos, simplificarão as relações no médio e longo prazo. “É uma nova era de relações entre empregadores, empregados e governo. É um instrumento de unificação da prestação das informações referentes à escrituração das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas e tem por finalidade padronizar sua transmissão validação, armazenamento e distribuição”, detalhou Patrus. “O empregado passa a ser um importante agente fiscalizador dessa relação”, acrescentou. De acordo com o governo, a implantação do eSocial tem o objetivo de racionalizar e simplificar o cumprimento das obrigações, além de eliminar redundâncias nas informações prestadas pelas pessoas físicas e jurídicas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o SESI e o IEL, elabou cartilha para esclarecer as principais questões relacionadas ao eSocial. Clique aqui para acessar. 

Tecnologia – O impacto da tecnologia na profissão contábil foi tema abordado pelo consultor da CNI, Vicente Sevilha Junior. “Boa parte de nós não enxerga claramente o que a tecnologia vai fazer nos próximos anos. Em um mundo sem relacionamentos concretos, o impacto da tecnologia é aumentado. Não sabemos reagir e medir bem o que a tecnologia trará adiante, e isso deixa os relacionamentos mais líquidos, ou seja, imprevisíveis”, afirmou, referindo-se à obra de Zygmunt Bauman (Modernidade Líquida, 1999). “Nossa postura pode acabar com os nossos negócios, se tivermos a postura errada em relação à tecnologia”, alertou. 

O diretor jurídico da FIESC, Carlos Kurtz, esclareceu questões relacionadas à reforma trabalhista. “A modernização vai exigir de todos nós uma nova postura frente às relações do trabalho. Tudo que nós de alguma maneira aprendemos se relativiza quando eu digo que o legislado sucumbe frente ao que for negociado. Há um empoderamento das partes e elas têm que assumir esse papel para poder organizar esse mundo novo a uma normatização que seja mais adequada ao que interessa às partes”, afirmou. Confira documento elaborado pela FIESC com os principais pontos da reforma trabalhista

Kurtz participou de mesa redonda com Patrus, o presidente da Sescon Grande Florianópolis, Fernando Baldissera, e o gerente jurídico e sindical da Fecomércio, Rafael Arruda, sobre os desafios dos sindicatos e empresas diante da nova agenda de relações do trabalho. O debate foi moderado por Sevilha Junior. 

O diretor executivo da Fecomércio SC, José Agenor de Aragão Junior, também participou do evento, representando o presidente Bruno Breithaupt. 

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina